sábado, 26 de junho de 2010

Egoísmo e indiferença

Visitei o blog Válvula Aberta hoje e li uma historia muito legal que me lembrou de outra historia muito parecida. Ela fala sobre um casal que, por estarem a tanto tempos juntos, um já não conhece mais o outro. Dentro desse relacionamento existe tanta mágoa e desgosto guardados que eles não se vêem mais como parceiros.

Foram anos de rancor guardado, de mágoas mal resolvidas, de decepções que não foram extravasadas. E quando se guarda coisas ruins dentro de si, elas se acumulam e só fazem mal pra própria pessoa. Suas dores que antes eram só psicológicas agora são visíveis no próprio corpo. O envelhecimento está estampado no rosto, as dores nas pernas já não são mais de cansaço e as dores de cabeça já viraram uma companhia.

Mas o que mais dói dentro do peito é a indiferença de um para com o outro. A indiferença é o sentimento mais triste que existe. É você passar pela pessoa dentro do mesmo ambiente e nem receber um ‘oi’. É deitar todos os dias para dormir ao seu lado e nem receber se quer um ‘boa noite’. A indiferença causa dores, ódio, rancor.

Se as pessoas soubessem o que se passa dentro da cabeça do outro talvez não se magoassem tanto. Talvez soubessem ser mais felizes e aproveitariam cada minuto de vida. Amariam mais, sorriram mais, fumariam menos, beberiam menos. Talvez ficassem mais em casa, dariam mais valor a quem os ama e acreditariam mais na vida.

Se não existisse o egoísmo não existiria a indiferença, o rancor. Se as pessoas soubessem o quanto importante é se entregar a relação e abrir o coração para o amado, talvez só assim pudessem sorrir de novo e esnobar da saúde que lhe foi dada. Se pensassem mais nos outros do que em si mesmo, ou melhor, se pensassem nos dois como um todo, eles teriam mais motivos para rir.


“Sozinhos vamos mais rápido, mas juntos vamos mais longe.”



Maya

Um comentário:

Anita disse...

Pois é Maya, eu vejo meus pais, aqui numa situação dessas e resolvi que não quero o mesmo pra minha vida... Morar com uma pessoa, casar com uma pessoa por comodismo?! Ah, não, pra mim não dá! Acho que a vida é curta demais e passa muito rapido.
Por mais que vc goste do fato de estar- apenas- com a pessoa, acho que chega uma hora que vc tem que parar e pensar: é realmente isso que eu quero pra minha vida?!
Foi isso que eu fiz e foi o que me impossionou a tomar a decisão do fim...
Apesar de estar sozinha, estou feliz, me sinto mais livre pra fazer qq coisa!
Acho que a pergunta é: Será que essa pessoa realmente está ajudando pra ir mais longe?
Muito Obrigado pela visita no blog!
beijos
http://valvulaaberta.blogspot.com/

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