sexta-feira, 9 de abril de 2010

Verdades e Mentiras sobre os homens

Fonte: Revista Gloss!



Eles são egoístas, autoritários e agressivos. Nós somos fiéis, afetivas, organizadas, intuitivas, submissas, passivas e inseguras. Essa descrição de homens e mulheres foi feita a partir do cruzamento de entrevistas realizadas com 1.750 pessoas. Ao todo, 1.600 mulheres e 150 homens, entre 18 e 49 anos, de várias partes do Brasil, falaram sobre características de ambos os sexos aos pesquisadores do Ibope. A pedido da editora Abril, o instituto fez uma extensa pesquisa sobre o comportamento feminino. A conclusão a seguir não está lá, mas pode ser lida nas entrelinhas: além de tudo o que foi dito acima, mulheres também são superpresas a clichês. Problema? Nem tanto. Afinal, os clichês têm, em sua origem, uma sacada genial, uma idéia certeira que, algum dia, foi novidade. Mas vale a pena fazer o exercício de ir além deles. Convidamos especialistas nas diferenças de gênero para comentarem algumas crenças sobre o jeito de ser masculino que nós tratamos de ir espalhando por aí.

Homem não chora:
Mentira. Chora sim, ainda que a seco. Mas chora mais sozinho do que em público. Na tristeza, as mulheres, em geral, querem falar, “trabalhar a questão”, discutir, chorar junto. Já os homens preferem se calar. Eles se fecham e caem na vida procurando maneiras de se distrair da dor. Por isso, muitos casais que passam por tragédias (a perda de um filho, por exemplo) sentem dificuldade em manter a relação de pé quando a poeira começa a baixar. Desencontrados na dor, não conseguem compreender a maneira de sofrer um do outro.

Homem raramente põe fim numa relação:
Verdade. Num relacionamento há custos e benefícios. Os primeiros são as coisas chatas que vêm de brinde com o parceiro. Quem não sente um pingo de ciúme e namora alguém muito ciumento, por exemplo, tem como custo aturar o sentimento de posse alheio. Segundo o especialista em relacionamento amoroso Ailton Amélio, professor da Universidade de São Paulo (USP), quando um cara quer dar fim a uma história, ele tende a ir aumentando os custos e diminuindo os benefícios, esperando que a mulher tome a iniciativa de terminar. Isso acontece porque, é verdade, o homem tem mais dificuldade com as palavras. “Somos educados para sermos instrumentais, de ação”, diz o psicólogo carioca Bernardo Jablonski. “As meninas, ao contrário, desde pequenas, são estimuladas a se expressar. Mas isso está mudando aos poucos.”

Homem, quando vai transar pela primeira vez e está muito apaixonado, tem medo de falhar:
Verdade. Já parou para pensar que ter e sustentar uma ereção é uma responsabilidade e tanto? As meninas podem até fingir. Já os meninos não possuem esse recurso. Segundo o psiquiatra Luiz Cushnir, quando um homem vai sair com uma mulher por quem está muito interessado ele confia primordialmente em seu desempenho sexual para conquistá-la. E a vontade de agradar é um convite à falha. “Nem passa pela cabeça que ele poderia se afirmar de outras formas”, diz.

Homem não gosta de mulher muito independente:
Em termos. Qualquer relacionamento, para dar certo, precisa de admiração mútua. É claro que o homem admira sua parceira e quer vê-la crescer. Mas também é verdade que ele gosta de se sentir o rei do pedaço. No tempo das nossas avós as mulheres nem podiam trabalhar fora. Nós conquistamos o direito à vida profissional, mas a maior parte dos caras ainda se incomoda em ficar com uma mulher que ganhe mais do que ele. Faz sentido, se você pensar que durante muitos anos o papel masculino foi o de provedor – eles aprenderam a manifestar o seu afeto com dinheiro. “Ganhar igual pode. Mais é problema”, afirma Jablonski. Brilhar pode, sem ofuscar.

Homem tem medo de compromisso:
Em termos. Na época em que as mulheres só saíam de casa acompanhadas, elas viam no namorado a libertação. Afinal, quando se casassem, ganhariam o direito de ter vida social. O noivo era o sujeito que entrava na vida delas algumas vezes por semana trazendo notícias de fora. Já os homens, ao contrário, tinham toda a liberdade do mundo e sabiam que, ao subir ao altar, passariam a ser menos donos do próprio nariz. Por isso, tradicionalmente, a despedida de solteiro masculina era um adeus (esbórnia, tchau para a farra) e a feminina, um olá (chá de panela, oi, vida nova). Com as mulheres mais independentes, eles já não se sentem tão pressionados. Mas nós somos inseguras (a pesquisa do Ibope não disse?). E aí, sim, pegamos no pé deles às vezes. E alimentamos o medo ancestral masculino de perder a liberdade.

2 comentários:

Soutodoloko disse...

Eu choro. Já dei e levei pé na bunda. Tenho medo de falhar (e já falhei) na primeira vez. Não curto mulheres independentes demais, no máximo danadinhas. E tô doido pra arranjar um compromisso sério. Pode adicionar a pesquisa do Ibope.

Sr. Senador disse...

Só choro quando o Santos perde roubado.

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